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O demônio não gosta de mim


PADRE RUFUS PEREIRA 19/03/2012 - 01h30

"O demônio não gosta de mim"

Ele conta da preocupação com o Brasil - um país cheio de espíritos atormentando as pessoas, segundo ele. Como livrar-se do mal?


O sacerdote indiano tem um propósito: trabalha para ajudar as pessoas. Quer vê-las livres do mal, da possessão do demônio, das doenças espirituais. É para isso que padre Rufus viaja o mundo todo. Já são mais de 90 países visitados intercedendo pela libertação. Ele não quer deixar esquecer que o mal tem poder. Assim como o bem. E se soubermos da existência do demônio, fica mais fácil nos protegermos.

Padre Rufus, à primeira vista, aparenta sisudez. Mas a conversa com o senhor indiano, respeitado mundo afora, atesta outro perfil, mais bem-humorado. Ele fala de sorrisos, de alegria, de cura. Porque o cristianismo é a religião da alegria, porque Jesus quer nos ver felizes, porque a Bíblia orienta que estejamos bem, justifica. E o padre é feliz. “Por isso que o demônio não gosta de mim”, justifica.

Em quase duas horas de conversa, na presidência do O POVO, o sacerdote contou da missão que acolhe, narrou casos chocantes, mostrou vídeos de gente possessa, orgulhou-se da graça da libertação. Pediu, no entanto, que não descrevêssemos as histórias nem identificássemos os personagens. É melhor preservar as pessoas. É onde também o padre demonstra a compaixão.

Quando reza sobre alguém tomado pelo demônio, faz em silêncio. Tem sempre água benta por perto, um sinal do Espírito Santo. E olha nos olhos. “Era assim que Jesus fazia”, explica. E os espíritos vão saindo, mostra o vídeo. “Quando eu era criança, eu tinha medo. Agora, os demônios têm medo de mim.” O padre sabe da força que tem, porque é movido pela fé, em uma vida pautada por Deus e pelo demônio.

O POVO - O senhor viaja muito. Vê alguma diferença da fé brasileira para a fé de outros países?
Padre Rufus - Vejo duas coisas. Em todas as partes, há muitos sofrimentos que acometem as pessoas em todos os lugares do mundo. Por outro lado, quando eu estou pregando, fico feliz quando vejo que a fé das pessoas cresce.

OP - O exorcismo é um dom natural? O senhor recebeu esse dom?
Rufus - Número um: é um dom supernatural, não um dom natural, e é dado por Deus. Por que Deus dá esse dom para algumas pessoas e não dá para outras? Eu não sei. Sempre fui um homem muito quieto, tinha medo de tudo, e Deus me deu este dom. Temos que perguntar a Ele por que eu.

OP - Alguém que não é padre pode aprender o exorcismo?
Rufus - Não. O exorcismo não é aprendido; é um dom dado por Deus. Só o padre pode fazer exorcismo. Com o contato com as pessoas e com o trabalho, é que se vai desenvolvendo.

OP - Quando o senhor percebeu que tinha este dom?
Rufus - Eu percebi que tinha este dom quando eu rezei em uma pessoa por engano. E o demônio começou a falar. E falou: “Você está falando demais. Eu vou vir de noite e vou cortar sua língua”. E toda noite, eu fiquei esperando ele vir e ele não veio.

OP - Como o senhor sabia que era o demônio?
Rufus - Ele estava com muita raiva de mim. Ninguém diria que ia cortar minha língua se não fosse o demônio.

OP - Mas o que o senhor sentiu na hora? Hoje o senhor fala isso com um certo bom humor.
Rufus - Eu senti que o demônio nunca ri, ele nunca está sorrindo. Ele é muito sério. E eu sou feliz. E o demônio não gosta de mim.

OP - São Francisco resgatou o sorriso na Igreja. E o senhor agora diz que é feliz e o demônio não é. Qual é a importância do sorriso na Igreja?
Rufus - O cristianismo é a religião da alegria. Na Bíblia, há muito claramente: “Alegrai-vos no Espírito Santo”. Jesus veio para enxugar nossas lágrimas. Ele quer que sejamos pessoas de alegria, e o demônio não gosta disso.

OP - E como a Igreja Católica entende esse dom do exorcismo?
Rufus - Eu comecei na Associação de Exorcistas em 1993. Em 1994, houve o primeiro encontro em Roma, com mais ou menos 100 exorcistas. E eles me elegeram para ser o presidente. “Mas eu estou muito longe, em Bombaim (na Índia). Escolham alguém daqui”. E eles escolheram o padre Gabrielle Amorth, o exorcista de Roma. E criaram o posto de vice-presidente para mim. Vai haver a próxima eleição. Falaram comigo e decidiram que, na próxima eleição, o padre Rufus será o vice-presidente. Teremos mais um encontro na segunda semana de julho. E eu ouvi falar que eles querem me apontar como o exorcista oficial de Roma. Mas não contem isso para ninguém.

OP - O senhor tem permissão do Vaticano para praticar o exorcismo. Como é esse processo?
Rufus - Ouviram falar em mim. O dom Gabrielle Amorth me chamou, e eu comecei. Fui apontado oficialmente pela Igreja.

OP - Falar do demônio é sempre polêmico. Os católicos não gostam nem de pronunciar a palavra demônio.
Rufus - É por isso que muitas pessoas, muitos padres dizem que o demônio não existe.

OP - Mas admitir que o demônio não existe não é uma contradição? Porque, se eu acredito no bem, eu devo acreditar no mal.
Rufus - Você é uma boa teóloga.

OP - Como diferenciar uma doença espiritual de uma doença física?
Rufus - As doenças espirituais não têm necessariamente coisas externas que afetam as pessoas. No caso de libertação, pode-se ver alguma coisa externa.

(Uma das freiras que o acompanham explica que o exorcismo é considerado pela Igreja como um rito oficial. É preciso ter a permissão do Vaticano. O padre Rufus viaja pra fazer oração de libertação, segundo ela.)

Rufus - Eu nunca menciono a palavra “exorcismo”, porque tem que lidar com um problema legal. Eu sempre rezo por libertação. Mesmo na minha nomeação, o bispo disse: “Eu o nomeio como exorcista, mas não mencione isso publicamente. Saiba apenas que você tem toda a autoridade para fazer isso”. Tudo o que eu faço em todos os eventos, tanto na Canção Nova como aqui, em primeiro lugar é louvor, oração. Porque o louvor e a oração devem nos levar a colocar o foco em Deus. Não estamos apenas cantando música, mas estamos louvando a Deus. Porque, quando isso acontece, o foco é em Deus. Não no demônio nem em mim. É o poder do louvor. Depois que tem esse louvor, a próxima coisa que eu faço é ministrar uma palestra, uma palestra longa. Uma hora, uma hora e meia. Por isso que o demônio disse daquela vez: “Você fala demais”. Por isso que ele disse: “Eu vou cortar sua língua”.

OP - E o que o senhor fala?
Rufus - O que eu falo é somente sobre Deus e claramente falo duas coisas da Bíblia. Queria que todos os padres soubessem esses dois versículos. Um é sobre o que São João disse; que todo o mundo está sob o poder do maligno. E especialmente o Brasil. Se vocês vissem os casos que chegam até mim, vocês saberiam. Em segundo lugar, o que Jesus disse: “Mas não tenham medo. Eu venci Satanás”. São esses dois versículos que me motivam a fazer o meu trabalho.

OP - Não é um paradoxo? O Brasil é um dos países mais católicos do mundo.
Rufus - O que acontece no Brasil é o mesmo que acontece na Itália. A Conferência dos Bispos da Itália publicou uma declaração em que dizia que os italianos são, por um lado, religiosos demais. Erradamente religiosos. Por outro lado, eles procuram todas essas teorias questionáveis buscando ajuda, pensando que isso é uma resposta de Deus. Mas isso é uma resposta do inimigo, que está afligindo. E isso é o que acontece no Brasil. De manhã, eles vão para a igreja, para Deus. E à noite, vão para a casa do inimigo. Eles tentam pegar o melhor dos dois mundos. E Jesus diz: “Vocês não podem servir a dois senhores”. E por isso que eu diria que o lugar que mais precisa de ajuda neste ministério é o Brasil. E vocês podem ver esses casos acontecendo.

OP - E como a gente pode ajudar esses casos? Como eu tenho o discernimento, como a Igreja Católica chama?
Rufus - Por que vocês não procuram as pessoas que podem ajudar? Eu vou dar dois casos. Na primeira vez que eu vim ao Brasil, fui para Sorocaba, talvez em 1999 ou antes. E eu fui chamado para pregar para os líderes da Renovação Carismática no Brasil. Era um encontro em Aparecida. Havia milhares de líderes lá e eu fui chamado para falar de libertação. Fiz as duas primeiras palestras e fui chamado pelo Reinaldo Reis, que era o coordenador da Renovação Carismática no Brasil. E ele disse: “Padre, o senhor tem que mudar o seu assunto, porque as pessoas estão ficando com medo. Todos eles são líderes; mas todos já lidaram um pouco com o ocultismo. Então, é melhor o senhor falar sobre cura.” Então, falei sobre cura. Se o cego guia outro cego, eles não vão cair no abismo?

OP - O que seria a casa do inimigo? Como é que eu sei que é a casa do inimigo e como isso nos fragiliza para o domínio do mal?
Rufus - Não é a casa do inimigo. Há coisas que abrem as pessoas ao maligno.

OP - O senhor pode dar alguns exemplos disso?
Rufus - Você já ouviu falar no reiki? E muitas outras coisas que eu não gostaria de falar publicamente. Você sabe que aqui no Brasil há muita macumba, umbanda... Há outros espíritos, mas as pessoas pensam (enfatiza): “Ah, eles não são tão maus assim, então posso ir à macumba...”.

OP - Algumas pessoas não acreditam no poder da macumba.
Rufus - Então, há esperança para elas.

OP - Qual foi o caso mais marcante para o senhor?
Rufus - São muitos. Entre as palestras, eu desço e rezo pelos casos mais difíceis. Precisamos mostrar por que as pessoas sofrem. O sofrimento emocional é causado por esposa, filhos, parentes, ciúme ou inveja das outras pessoas que colocam feitiço nas pessoas. Há feridas profundas, emocionais. E há muita inveja, ciúme das pessoas que estão próximas da gente. Pessoas concebidas e entregues a Satanás é uma coisa muito comum no Brasil. Não é incomum no Brasil. Elas não contam isso para as pessoas, mas contam para mim, porque têm esperança de que algo pode mudar.

OP - Livrar-se disso é um processo de cura espiritual?
Rufus - Não é só uma cura espiritual. É libertação mesmo do Satanás. Não é coisa pequena.

OP - O senhor acredita que isso é um milagre?
Rufus - Não existe milagre maior do que o Satanás deixar uma pessoa. E isso é muito comum no Brasil.

OP - As orações de cura espiritual têm trazido mais adeptos para a Igreja Católica? 
Rufus - Isso é secundário trazer pessoas para a Igreja Católica. O principal é que as pessoas estão sofrendo e eu quero ajudá-las. Mesmo que sejam hindus ou muçulmanas.

OP - Como é a formação dos padres brasileiros para ajudar as pessoas?
Rufus - Meu trabalho principal é pregar para padres e bispos. Por exemplo, em Uganda, 35 bispos me convidaram para pregar um retiro e vieram com o núncio papal. Você deve enfatizar em todo retiro a importância da libertação. No ano passado, preguei um retiro para vários padres sobre isso no Brasil. É o meu principal trabalho hoje. Vou começar um curso desses em Boston e em Seattle, nos Estados Unidos.

OP - O ciúme e a inveja dentro da família podem prejudicar outras pessoas. Como os nossos sentimentos contribuem para as nossas dores? O arrependimento e o perdão contribuem para a cura?
Rufus - Posso contar milhares de histórias. Sempre faço duas perguntas. Porque não tenho tempo para perguntar três. Mas, se eu disser, vocês vão saber e vão ficar mais famosos que eu (risos). Primeira: quando esse problema começou? Eu preciso saber o ano exato, a hora exata, o dia exato em que tudo começou. Segunda: o que pode ter feito isso começar? Enquanto a pessoa responde, eu fico sempre rezando ao Espírito Santo. Em silêncio. Dou água benta, que é o símbolo do Espírito Santo. Deus escolhe também o tempo em que essas coisas acontecem. Tenho dezenas de milhares de histórias para contar. Mas a melhor hora para rezar pelas pessoas é às 3 horas da tarde. Deus pode libertar as pessoas a qualquer hora, mas as 3 horas da tarde é a hora da misericórdia.

OP - As pessoas precisam passar por esse processo para se libertarem?
Rufus - Por isso que faço esses encontros de dois, três, quatro dias. Muito devagar, muito sistematicamente. No máximo, dois minutos para rezar. Não rezo muito tempo. O mais importante é escutar a palavra de Deus para saber qual é o problema. Especialmente, a causa do problema. Ajudar as pessoas a remover o bloqueio da cura, por meio do arrependimento, e renunciar práticas ocultas. Só, então, eu rezo. Rezar neste caso é o menos importante.

OP - A pessoa precisa querer?
Rufus - Todas as pessoas que vêm querem.

OP - Como eu posso rezar por mim?
Rufus - Venha aos meus encontros. Escute o que eu falo muito calmamente, eu repito, eu repito. Há os livrinhos que eu escrevo, também faço oração se preciso por telefone, e-mail. 

OP - Como as pessoas têm acesso ao senhor?
Rufus - Eu não dou meu número de telefone. Porque, senão, eu nem durmo. Agora há pouco ligou uma pessoa de Angola. Mas o e-mail é mais barato. Eu rezo por cada caso que recebo e as coisas acontecem.

OP - O senhor enfrenta resistência dentro da igreja com esse trabalho?
Rufus - Não há uma resistência, mas não se preocupam. Em fevereiro, eu estava em uma igreja pregando, em Bombaim, celebrando a missa ao lado do pároco. Depois daquela missa, eu ia falar um pouquinho sobre cura e libertação e rezar pelas pessoas. Ele fez uma homilia de 10 minutos e disse que o demônio não existia. Dez minutos ele falou sobre isso. Eu acho que a igreja está em falta. Por isso que as pessoas estão procurando qualquer outra pessoa.

OP - O senhor acredita que o seu trabalho com curas espirituais é mais eficaz do que a medicina e a psicologia?
Rufus - A medicina e a psicologia não ajudam nas curas espirituais, mas não diga isso aos médicos. Algumas pessoas vão para os médicos e psicólogos e nada acontece.

OP - O demônio só age quando a gente acredita? Ou age independente de a gente acreditar?
Rufus - Na realidade, ele age somente quando você não acredita. Porque, quando você acredita que ele pode agir, ele fica mais cauteloso. Ele não quer que a gente acredite que ele existe.

OP - Se eu acredito que ele existe, eu posso me proteger dele.
Rufus - Sim. Por isso que ele está sempre com raiva.

OP - O senhor fala muito no Espírito Santo. Como eu posso invocar o Espírito Santo?
Rufus - Simples. “Venha, Espírito Santo. Venha, Espírito Santo.”

OP - O senhor está preparando um sucessor?
Rufus - É o meu trabalho. Em cada país, tenho formado padres. No Brasil, já há alguns formados por mim.

OP - Mas as pessoas acreditam e confiam é no senhor.
Rufus - Mas tudo o que eu falo está na Bíblia.

Especial: Padre Rufus

Padre Rufus A. Pereira - (5/maio/1933 ~ 2/maio/2012)

Sua Vida e Sua Morte

Por Carlos Umdoistres

Padre Rufus Pereira faleceu na madrugada de 02 de maio de 2012. A causa da morte foi insuficiência cardíaca, tendo ocorrido o passamento enquanto ele dormia. O funeral do Padre Rufus ocorreu em 19 de maio (sábado) em Bandra Ocidental, na Índia.

A primeira missa fúnebre ocorreu na Inglaterra, às 16h em Londres, na Igreja Católica Saint James, no dia 15 de maio. Participaram de sua missa cerca de 100 pessoas, inclusive sua amiga e secretária pessoal Erika Gibello e familiares.

O caixão do Padre Rufus foi transladado para a Índia e seu corpo permaneceu em exposição, para homenagens finais, conforme a tradição de sua terra.. 

O funeral ocorreu no dia 19 de maio, sábado, às 16h, horário local. A missa foi celebrada pelo Arcebispo Cardeal Oswald Gracias, que foi quem o nomeou para ser um dos líderes do movimento da Renovação Carismática na Índia.

Nos seus quase 79 anos de vida, a maior parte dedicada e consagrada a Jesus, pregou o amor de Deus e a boa nova a todas as nações, cuidou de corações e almas feridas, conduzindo almas de volta ao rebanho. 

Sua citação preferida era João 3:16, versículo que estudou durante três anos para o seu doutorado "O Amor Segundo o Evangelho de João - Deus é Amor".

Com uma ponta de satisfação pessoal, ele faz referência à primeira encíclica do Santo Padre, Bento XVI, cujo título foi: "Deus é Amor"


Infância:
Em seu convite ao Jubileu de Ouro (50 anos) de sua ordenação, o padre nos revela um pouco de sua vida. Diz que era um menino tímido, calado, de baixa estatura, que entrou no seminário de calças curtas, muito jovem. 

Não tinha dificuldade em cumprir o voto de silêncio, sua dificuldade de falar abertamente era tanta que os padres e mentores se surpreendiam quando ele dizia alguma coisa.

Sempre foi quieto, ele mesmo se definia "calado", "tímido" e "medroso". Tinha muito medo do demônio quando era pequeno e chamava frequentemente sua mãe: "Mamãe! Mamãe! Tem um demônio debaixo da minha cama!". E a sua mãe vinha e provava que o demônio não estava lá, olhava debaixo da cama.


Mãe Cristã:
Não sabemos o nome da mãe dele. Mas o padre se recorda com muito carinho dela. Especialmente pela herança verdadeiramente cristã recebida de sua mãe: a fé católica.

O padre conta que rezava o terço em família todos os dias na frente do oratório da família. Sua mãe estava sempre presente, exigia que abençoasse tudo o que fosse comer ou beber, tomava as lições de casa direitinho e todo domingo ia à igreja. 

Era muito zelosa com as crianças e não as deixava longe dela. Sempre estava presente, não confiando as crianças nem mesmo a seus parentes. E quando deixava, estava sempre por perto, e era por pouco tempo.

Não era "super-religiosa", mas era uma fiel e amorosa mãe. Diz que sente sua boca se encher de água quando se lembra da comida dela. 

Ele a tem muito em consideração, acreditando que são suas preces aqui na terra e no Céu que fizeram de seu ministério e sua vida um sucesso no cumprimento do dever cristão de andar, curar, fazer o bem e pregar o evangelho ao mundo.

Um dos grandes desgostos por que passou o Padre foi quando a sua mãe morreu e ele não pôde estar ao lado dela. Foi um depoimento comovente porque o Padre havia se revoltado com Deus quando sua mãe não pôde estar com ele em sua morte. 

Reproduzimos a seguir esse trecho da palestra, de aceitação da vontade de Deus, que me emocionou muito no momento da transcrição e me emociona ainda muito mais quando sei que o Padre já está na presença do Senhor, no Reino de Deus. 
"E eu me lembrei que toda vez que chegava em casa para uma visita muito breve, as pessoas me diziam: “a sua mãe está aguardando você na entrada, ela está aguardando você”. Mas eu era muito conhecido na paróquia, então quando eu chegava em casa eu via que ela estava esperando por mim o dia inteiro. E uma vez que eu encontrava, depois de cinco minutos ela já dizia “pode voltar para a paróquia, você tem muito trabalho”.
E a minha mãe começou a dizer muitas coisas sobre a vida dela. E ela me disse “Rufus, tudo o que eu faço é rezar. Quando eu estou aqui em casa estou rezando rosário, quando eu vou para cozinha outro terço, no banheiro outro terço, o dia inteiro estou só rezando”.
Então quando eu olhei para o corpo da minha mãe, eu então percebi a razão pela qual o meu ministério é tão cheio de sucesso.
Não é por causa de nenhum mérito meu, mas atrás da minha pregação, da minha oração de cura e libertação, existe a oração de uma adorável mãe. (aplausos)
E mesmo hoje a minha mãe está para mim muito viva, algumas vezes quando eu encontrei casos muito difíceis aqui embaixo eu disse “mamãe, é melhor você fazer alguma coisa aí”. (risos da platéia)
Portanto, atrás de todas as orações e de toda a cura que Jesus fez, estava lá Maria, a mulher da cruz, em pé diante da cruz. 
Então o Senhor parecia querer dizer ainda mais. O Senhor me dizia “Rufus por que você está triste de não estar presente na morte sua mãe? Você não precisava estar lá porque eu estava lá e Maria estava lá e José estava lá. (aplausos)
Então eu me lembrei porque todos os anos que eu vim em casa, no final de toda a oração do terço que fazíamos, a minha mãe fazia as três orações, jaculatórias favoritas dela:
“Jesus, Maria e José renove a minha alma e o meu coração; Jesus, Maria e José assista me na minha última agonia; Jesus, Maria e José que eu possa dar o meu último suspiro na sua santa presença”
E essa oração foi respondida." (aplausos) 
Fonte: A Importância da Eucaristia na Cura Interior  (disponível neste site)
Desgostos Pessoais:
Em Roma, na sua ordenação em 26 de dezembro de 1956, não apareceu ninguém da família para a celebração de sua missa. Foi um desgosto pessoal. 

Outro desgosto foi quando lhe recusaram o bispado, onde ele voltou para a Índia bastante desapontado. 

Seu pai muitas vezes o feriu (como quando não o elogiou quando era criança e tirou nota 10 em todas as matérias exceto um 9 em história) e ele se curou dessas feridas quando, em seu velório, na presença de muitas pessoas, ele perdoou o pai e também lhe pediu perdão, o que foi aprovado por toda a audiência, embora isso fosse pouco usual dizer numa cerimônia fúnebre. Ele chegou a dizer que os dois se agrediam gritando um com o outro, mesmo ele sendo padre.


As Três Chamadas:
O Pe. Rufus considera que houve três chamadas para ele dedicar-se à Renovação. 

A primeira chamada ocorreu quando entrou no seminário (embora ele fosse estudioso e a família sonhasse que ele estudasse em Oxford)

A segunda chamada ocorreu quando lhe recusaram o cargo de bispo (ele ficou desapontado).

A terceira chamada ocorreu quando ele foi no domingo de Pentecostes de 1972 à Primeira Conferência Nacional da Renovação Carismática Indiana.

  • Após a terceira chamada, Pe. Rufus se preparou espiritualmente por 2 anos, fortalecendo-se na palavra e na oração e então começou a fazer orações em público.
  • Preparou-se por mais um ano para começar a fazer pregações.
  • Preparou-se por mais um ano para começar a orar por cura.
  • E depois de 2 anos começou seu ministério duplo de cura e libertação.

Exorcista por Dom:
Ele descobriu seu dom carismático do exorcismo acidentalmente, quando rezava por um fiel. Então um demônio se manifestou e disse que ele falava demais e que viria à noite pegá-lo. Ele se recordou do Padre Pio e ficou aguardando, mas o demônio nunca veio.

Esse mesmo demônio ele encontrou várias vezes, até mesmo no Brasil!


Coisas de Deus:
Refletindo um pouco, só coisas de Deus mesmo.

Um padre indiano, nascido numa família católica (a região foi colonizada por Portugal: o Pe. Rufus entende um pouco português, seus avós só falavam português), na pequena Bandra Ocidental, um menino baixinho, calado, tímido, um pouco nervoso e medroso.

Um padre que não conseguiu ser bispo.

Um padre que recebeu o fogo do Espírito Santo em 1972 há 40 anos.

Um padre que deve sua fé à obra de São Francisco Xavier, que partiu há mais de 400 anos de Portugal.

Um padre que vem pregar Catolicismo originado da Índia que 2% da população é católica.

Um padre que vem pregar na "Terra de Santa Cruz", consagrada a Jesus em 22 abril de 1500.

Um padre que se agigantou, venceu sua timidez e se tornou um verdadeiro gigante.

Um gigante na fé, no amor e na compaixão!

Jubileu de Ouro do Pe. Rufus Pereira (2006)

Escolhido desde o início:
Escolhido desde o início (2 Ts 2:13), além deste mundo (Jo 15:19), por Deus, embora eu fosse um tolo (1Co 1:27): para ir e dar frutos (Jo 15:16).

Uma família fiel:
Agradeço a Deus, para começar, à minha família, onde a semente da minha vocação foi semeada. Somos originados de uma comunidade de Cristãos indianos, os habitantes originais de Bombaim, agora chamada de Mumbai, cujos antepassados ​​foram evangelizados por São Francisco Xavier há cerca de 400 anos atrás. Éramos uma família ferrenhamente católica, rezando o Rosário diariamente ajoelhados diante do altar da família com a imagem do Sagrado Coração entronizado, e sempre tivemos o nosso jantar juntos compartilhando os acontecimentos do dia.
Foi a partir de meus pais que recebi pela primeira vez a minha fé católica, a educação cristã e os valores morais e familiares. Eu era visto como um menino bom e inteligente, mas não confiável o suficiente até mesmo pela minha mãe para ser enviado para uma loja porque eu esqueceria de trazer de volta as compras.

A comunidade cristã:
Minha educação cristã foi reforçada em nossa "aldeia", pelo precursor das atuais comunidades eclesiais de base, onde numa mesa centrada transversal redonda da aldeia, toda a comunidade se reunia para a oração e comunhão.
Nossas portas estavam abertas para qualquer um, todos sabiam um do outro, os doentes eram visitadas por todos, um funeral era assistido por todos, - a comunidade da aldeia era, de fato, uma família cristã. Fiquei, no entanto, meio isolado por todos os meninos e meninas da aldeia como sendo demasiado suave e tímido para participar nos seus jogos animados e barulhentos e fui mantido de lado.

A Paróquia Vibrante: 
A nossa aldeia foi realmente abençoada por fazer parte de uma paróquia unida cuja matriz foi construída cerca de 400 anos atrás pelos missionários portugueses. A Escola Dominical foi o terreno de florescimento da minha fé e o altar se tornou o berçário da minha vocação. Entretanto, embora eu fosse atraído para servir, senti-me atraído para o sacerdócio desde muito cedo.
Eu criei coragem para se tornar coroinha só muito mais tarde, já que eu estava com medo que o Missal enorme e pesado pudesse escapar de minhas mãos e cair no chão.

A Escola Católica:
Inspirado pelo nosso diretor, sacerdote dedicado, e motivado pelos nossos mestres e professores dedicados, não era de estranhar que de nós, do escritório da Congregação da Escola de Nossa Senhora, juntaram-se ao sacerdócio ou à vida religiosa.
No entanto, eu ainda era o mesmo aluno estudioso, mas tímido, que, com medo de recitar um poema para a competição de elocução da escola, se recusou a ir à escola naquele dia. Mas sempre fui incentivado por um mestre particular, então seminarista, e agora Cardeal Simon Pimenta, que ainda não posso acreditar que eu sou mesmo menino que ele ensinou na escola. Chamado Quem tinha predestinado (Rm 8:30), e queria (Mc 3:13), para sermos santos (1 Coríntios 1:2), a ser santos, e amados por Deus (Rm 1:7), e designado como apóstolos (Rm 1:1).

O Seminário Diocesano:
O primeiro dos três chamadas ou graças divinas foi a minha adesão ao seminário em Mumbai. Foi uma decepção para meus pais que aspiraram me mandar para Oxford e um desgosto para o Reitor jesuíta espanhol que parecia assustado ao me ver entrar nos portais do seminário de calças curtas e insignificante. Eu era abaixo da altura mínima, como ele mesmo me mediu e, somado a isso, minha mãe também insistiu para que eu sendo frágil deveria receber apenas água quente para o banho (naquele tempo não existiam duchas ou chuveiros no seminário nem na maioria das casas).
Eu era bem comportado e bem estudioso mas muito ensimesmado e tímido, quieto a tal ponto do Reitor muitas vezes me questionar no final do dia, se eu tinha aberto a boca para falar algo, enquanto meus colegas seminaristas tinham dificuldades para manter a regra do silêncio.
Ele também profetizou que eu nunca seria um pregador.

O Colégio de Propaganda:
Foi, portanto, uma surpresa para mim ao ser escolhida pelo meu Arcebispo Cardeal Gracias para continuar meus estudos sacerdotais por oito anos, culminando com a minha tese de doutorado sobre "Deus é Amor", no Colégio de Propaganda Fide Urbano na Cidade do Vaticano, Roma, em frente os apartamentos papais de todo Praça de São Pedro, da Universidade Evangelização premier da Igreja, que eu considero uma segunda chamada e pela graça de Deus.
Percebi então que privilégio era pertencer, como uma família e um só corpo, à Igreja Católica universal, com as bandeiras de todas as nações que voam sobre a fachada do Colégio e missas em todos os ritos da Igreja celebra na Epifania, a festa da manifestação do Salvador com os Povos.
E assim nós, os 35, vindos de 20 países, que foram ordenados sacerdotes de Deus e do seu Povo em Roma, em 22 dezembro de 1956 nos comprometemos a nos recolher, a cada cinco anos para um retiro, relembrando partilha e celebração.

O Ministério Pastoral:
Voltei para Mumbai, com a profecia do meu Vice-Reitor, que eu possa ser inteligente e piedoso, mas não era bom o suficiente para vir a ser um bispo, zumbido nos meus ouvidos.
Essa notícia foi no entanto bom para mim, uma vez que, por temperamento e escolha, eu preferia ser um padre simples, como o meu modelo, o Cura d'Ars, desconhecido e despercebido, sem ambição, exceto para ser um pastor santo e zeloso até que, após 13 anos de ministério ordinário sacerdotal nas paróquias e escolas paroquiais da Arquidiocese, que foram realmente agradáveis, gratificantes e proveitosas, eu recebi uma chamada terceira ea graça de Deus, de forma significativa no Domingo de Pentecostes de 1972, a minha chance ou encontro bastante providencial com a Igreja Católica Renovação Carismática.

A Renovação Carismática:
Havia muitas vezes comentários e brincadeiras quanto ao meu envolvimento carismático pelos meus colegas padres e meus colegas de ordenação.
Na reunião FABC perto de Calcutá, leste da Índia, em 1978, onde três dos líderes da Renovação foram convidados a realizar um workshop diário em Oração Carismática para os Bispos da Ásia, um dos participantes, um arcebispo do Japão, que tinha sido meu seminarista colega em Roma, e está agora no Vaticano, me abordou sem rodeios:
"Rufus, sempre pensei que você fosse um padre bem equilibrado e bem comportado. Como é que você nunca se tornar obcecado por essa moda de carismáticos?"
Mas, três anos mais tarde, a celebração conjunta do nosso Jubileu de Prata em 1981, em Nagpur, Índia Central, meus companheiros me queriam para pregar o retiro para eles, rezando para que eu não fosse me tornar um bispo, uma vez que senti que eu estava fazendo mais para o Reino de Deus do que todos eles juntos.
Obedeça o que eu vos mando (Mt 28:20), ame uns aos outros (Jo 15:17; 1Jo 3:23), e dê frutos duradouros (Jo 15:16), pois assim você será meu amigo (Jo 15, : 14).

Transformação e Poder:
Por meio do que é chamado de batismo no Espírito Santo, tive uma experiência avassaladora do amor de Deus, meu Pai, um encontro pessoal com Jesus como Salvador e Senhor, e um derramamento de mudança de vida do Espírito Santo.
Isto trouxe-me uma fome incrível e gosto pela Palavra de Deus, uma sede insaciável e gosto pela oração, um desejo alegre de comunhão e uma profunda compaixão para os corações partidos e oprimidos.
Houve assim uma grande mudança na minha vida e do ministério sacerdotal, onde algo me pedia para mudar o mundo de cabeça para baixo, dando aos outros o que eu havia recebido, através da proclamação e da oração.
Relatórios de sacerdotes e de pessoas chegaram aos ouvidos do meu cardeal arcebispo Gracias, que lançou-me, contra minha vontade, para o ministério carismático em tempo integral na diocese, no país e em todo o mundo.

Pregar e ensinar:
Considerando que antes eu nunca preguei fora da minha paróquia por medo e nunca dei retiros, exceto para crianças em idade escolar, encontrei-me agora a ser chamado para pregar em missões paroquiais de toda a diocese, pregar em retiros do clero em todo o país e avançar da evangelização em todo o mundo, semana após semana, porque eu tinha feito meu o grito de São Paulo: "Ai de mim se não pregar o Evangelho" (1Cor 9:16).
Igual foi o compromisso e a alegria de ensinar as Escrituras aos jovens líderes leigos como Diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico em Mumbai, e na difusão da Boa Nova como Editor da mundialmente reconhecida Revista 'Charisindia'. Cura e Libertação:
O Senhor também me deu uma profunda convicção de que não era o suficiente chegar às multidões através da pregação do Evangelho, mas que também deveria tocar as vidas delas, através do sacramento da Reconciliação, e os ministérios de cura e libertação.
Mas não esperava que este ministério de proclamação dupla poderosa de preocupação e compaixão seria tão reconhecido. Fui então selecionado para coordenar os ministérios de cura e libertação em todo o mundo como membro do Conselho Internacional da Renovação Carismática Católica. e fui eleito o Vice-Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas, e acima de tudo à frente da Associação Internacional de libertação que conduziu as escolas de formação neste ministério difícil, mas necessário em muitos países.

Jubileu e júbilo:
Como eu estou chegando ao Jubileu de Ouro da minha ordenação sacerdotal em 22 de dezembro de 2006, a idéia veio a mim que eu nunca teria imaginado que eu teria um dia começar a assumir o comando do Senhor aos seus apóstolos tão a sério "para sair para todo o mundo, para anunciar a Boa Nova a toda criatura, para curar os enfermos e expulsar os demônios "(Mc 16:15-18).
Como o meu colega seminarista em Roma, mais tarde diretor de Fátima College, Quilon, Kerala, me disse mais de uma vez: "Para mim você é o maior milagre do século 20".
Não é o meu mérito o meu fazer, mas porque Deus o meu pai tinha me escolhido, Jesus, meu Senhor me chamou e do Espírito Santo que mo havia ordenado.
A Missa do Jubileu de Ouro será celebrada na Igreja de St. Andrew, Bandra, em 22 de dezembro de 2006, 19:30, e em São Pio X Igreja, Mulund, em 24 de dezembro, às 21:00, para coincidir com a véspera de Natal ou Missa da Meia-Noite Todos estão convidados. E-mail: frrufus@vsnl.com

(orkut)

Funeral do Padre Rufus Pereira

Padre Rufus Pereira (5/mai/1933 - 02/05/2012)
(fotos e vídeo do funeral na Inglaterra e últimas imagens na Índia)



Embora possa ser repetitivo, estes são os videos da Canção Nova que divulgaram a morte do nosso querido Padre Rufus. Neste blog você vai encontrar algumas palestras transcritas integralmente. Para tanto, vá até o canto superior esquerdo e vá a seção Pe.Rufus e escolha




Ouça o Padre Rufus Cantando! (e ele canta bem...)


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Veja a lista completa das palestras disponíveis à esquerda e ao lado (em verde). Temos palestras transcritas integralmente e palestras transcritas pela Canção Nova.




Lançamento: DEMÔNIO TRABALHANDO





Foi lançado! As palestras do Padre Rufus 2011

Formato: A5 (10,5x14,8 cm) - capa fosca - com orelhas - 355 páginas - papel 75g - miolo P&B

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Direto pela Editora

+ despesas de correio



Padre Rufus Pereira foi um grande ministro e um presente de Deus para a Igreja Católica Romana. Ele cresceu em Mumbai, na Índia e serviu a maioria dos seus anos de sacerdócio do padre Centro Pastoral Diocesano em Bandra, Mumbai, na Índia .. Ele era um sacerdote da paróquia de São Pio em igreja Mulund em Mumbai, na Índia. Ele foi um evangelista e levou o Evangelho a muitas almas. Ele foi abençoado com um ministério de Cura e ministério da Libertação, há muito especializado. Ele ajudou várias pessoas oprimidas e possuídas por espíritos malignos para serem curados de suas aflições e até mesmo aquelas pessoas com doenças físicas. Padre Rufus trabalhou duro e deu sua vida para a divulgação de Renovação Carismática da India e em todo o mundo desde 1972. Ele trabalhou incansavelmente em muitas nações, dando conferências sobre ministério de cura e libertação. Ele era conhecido mundialmente por seu ministério de exorcismo, ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e fundaram a Associação Internacional para o ministério de libertação ... Ele era o editor de várias revistas na Índia, que incluíam a Charisindia nacional da Índia. Ele escreveu para o site de Dubai: - Holy Spirit Interactive e vários outros blogs editoriais.
Padre Rufus veio a Cardiff em setembro de 2009 e dar uma conferência para líderes e as pessoas do País de Gales.. O povo de Gales se lembra os dons espirituais que choveram sobre eles esse ano.

Infelizmente nas primeiras horas de 02 de maio de 2012, o Padre Rufus Pereira teve uma parada cardíaca e morreu em sua residência em Londres, Inglaterra.
O legista examinou a causa de sua morte e disse que era uma insuficiência cardíaca devido ao bloqueio na válvula do coração. Antes de missa fúnebre em Londres e no dia após a missa antes da viagem para a Índia. Padre Rufus corpo foi guardado por duas semanas após a sua morte na Capela de Repouso, 14 Way Watford, Hendon, Londres NW4 3AD.

A missa fúnebre para o Padre Rufus Pereira ocorreu nesta terça-feira 15 de maio às 04:00 na Igreja Católica Romana de Saint James, Place espanhol, 22 George Street, London, 3QY W1U
http://www.sjrcc.org.uk

Participaram membros da comunidade britânica que prestaram sua última homenagem a ele. A missa foi assistida aproximadamente por 70 pessoas, que incluíam a família Padre Rufus Pereira, seus irmãos, sua sobrinha e sobrinho, Erika Gibello e sua família e líderes da Renovação Carismática Internacional (ICCRS) Michelle Moran e o ex-presidente do ICCRS Charles Whitehead e sua esposa Sue Whitehead. Alguns membros da Equipe de Serviços Diocesanos de Cardiff também participaram da missa fúnebre. A missa celebrada por um padres italianos e alguns membros da Europa que chegaram de avião para assistir a uma missa.

Aos 19 de maio de 2012 houve missa rezada pelo Cardeal Oswald Gracias e o corpo foi sepultado no mesmo dia, 17 dias após seu falecimento. Na Índia houve procissão da casa de sua família, 24 Nova Kantwadi, Bandra West, Mumbai-40o050, Índia para St Andrews. No chão igreja ocorreu a exposição do corpo que foi colocado por duas horas no chão da família para exibição pública, como reza a tradição indiana

tradução: google translator c/adaptação do autor do blog (ver texto em inglês no final do post)

<< Padre Rufus não mostrava gosto por novelas, mas esta ele aprovaria







Missa de Corpo Presente do Pe. Rufus 
Igreja Católica RC de St. James
(Londres, Inglaterra)
15 maio 2012
Missa de Corpo Presente 


Igreja de St James

Bernardine Gonsalves, Paulos Gibello and Erika Gibello at Hyatt Regency Hotel


Charles Whitehead- Ex Presidente of ICCRS

ÚLTIMAS IMAGENS DO PE. RUFUS PEREIRA
(Bombaim, Índia)
Missa de corpo presente em 19/maio/2012
Igreja de St. Andrews
Hill Road, Bandra, Mumbai, 400050 India.



texto original abaixo
FR RUFUS PEREIRA

Fr Rufus Pereira was a great minister and gift of God to the Roman Catholic Church. He grew up in Mumbai, India and served most of the his priest hood years from the Diocesan Pastoral Centre in Bandra, Mumbai, India.. He was a parish priest at St Pius Church at Mulund in Mumbai, India. He was an evangelist and brought the Gospel to many souls. He was blessed with a ministry of Healing and Deliverance.A very specialized ministry. He helped several people oppressed and possessed by evil spirits to be healed of their afflictions and even those people with physical ailments. Fr Rufus worked hard and gave his life for the spreading the Charismatic Renewal in India and all over the world since 1972. He worked tirelessly in many nations giving conferences on healing and deliverance ministry. He was known worldwide for his ministry of exorcism, he was vice president of the International Association of Exorcists and started the International Association for the deliverance ministry… He was the editor for several magazines in India which included the national Charis India. He wrote for Dubai's website:- Holy Spirit Interactive and several other editorial blogs.
Fr Rufus came to Cardiff in September 2009 and give a conference to Leaders and the people of Wales.. The people of Wales remember him for the spiritual gifts he showered on them that year.

Sadly in the early hours of 2nd May 2012, Fr Rufus Pereira went into Cardiac arrest and died in his residence in London, England.
The coroner examined the cause of his death and said it was a heart failure due to blockage in the valve of the heart. Before Funeral mass in  London and the day after the mass before travel to India. Fr Rufus's body was  stored for two weeks after his death  at the Chapel of Rest, 14 Watford Way, Hendon, London NW4 3AD.
View google street photos here

A Funeral mass for Fr Rufus Pereira took place  on Tuesday 15th May @ 4pm in St James's Roman Catholic Church, Spanish Place, 22 George Street, London, W1U 3QY
http://www.sjrcc.org.uk/
The British community people  payed their last tribute to him.. The mass was attended by atleast 70-100 people which included Fr Rufus Pereira's family; His sister in law, Niece and Nephew. 
Erika Gibello and her family and by leaders in renewal. The members of International Charismatic Renewal (ICCRS) was seen which was Michelle Moran, Ex President of ICCRS; Charles Whitehead and his wife Sue Whitehead. Some members from Diocesan Service Team of Cardiff also attended the funeral mass. The mass celebrated by an Italian priests and few members from Europe flew in to attend the funeral mass.



Video of the Funeral mass on 15th May 2012 in London, England

(Fr Rufus Pereira passed away on 2nd May 2012
Here is the Funeral mass from recording from St James Roman Catholic Church, London)

His body was flown to India for burial  and was accompanied by his family and friend Erika Gibello
A procession from his family home, 24 New Kantwadi, Bandra West, Mumbai- 40o050, India to St Andrews church ground did not take place at about 2pm instead the body was  placed at 2pm on the family ground for public viewing as per Indian tradition




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Clique aqui para ver o que próprio o Padre Rufus escreveu sobre a vida dele

Corpo de padre Rufus Pereira é velado na Índia




VEJA IMAGENS DA MISSA DE CORPO PRESENTE E AS ÚLTIMAS FOTOS DO PADRE RUFUS ANTES DO SEPULTAMENTO

CLIQUE AQUI PARA LER A ORAÇÃO DA BOA MORTE

Arquivo/Canção Nova - Padre Rufus Pereira

Corpo de padre Rufus Pereira é velado na Índia

Nicole Melhado
Da Redação

O corpo do padre Rufus Pereira está sendo velado nesta quinta-feira, 17, na casa de seus familiares na cidade de Mumbai, na Índia.

O sacerdote indiano faleceu na madrugada da quarta-feira, 2, em Londres, na Inglaterra. Segundo sua secretária pessoal, Érika Gibello, a causa da morte foi uma parada cardíaca. Até a terça-feira, 15, o corpo permaneceu em Londres. Depois de uma Missa na paróquia de St. James, o corpo foi levado de avião para a Índia.

Nesta sexta-feira, 18, ele será transportado para o Colégio National Charismatic Bible, onde padre Rufus foi diretor por vários anos, lá receberá as últimas homenagens.

O Arcebispo de Mumbai, Cardeal Oswald Gracias, celebrará a Missa de Corpo Presente neste sábado, 19, na Igreja St. Andrews, no bairro de Bandra, também em Mumbai, na Índia. Logo em seguida, o corpo será sepultado.

Fonte: chttp://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=286210


A morte do Padre Rufus Pereira


AS PRIMEIRAS NOTÍCIAS

Padre Rufus faleceu no dia 02 de maio de 2012, enquanto dormia, em Londres. A informação é que ele teve "parada cardíaca" originada de insuficiência cardiovascular por obstrução parcial arterial. Completaria 79 anos no dia 05 (sábado). Obs: muitos sites informam que ele completaria 79 anos no domingo, dia 6, então recorremos ao site da Arquidiocese de Bombaim como fonte de informação, de que dia 05 é a data do aniversário de Pe. Rufus.

Segundo informações colhidas na internet, aparentava estar bem no sábado, quando recebeu visitas. 

Por uma "linda coincidência", como ele gostava de se expressar, publicamos ainda ontem a palestra A Importância da Eucaristia na Cura Interior, que destaca que o Senhor curou a tristeza do padre por ele não poder ter estado no leito de morte da sua mãe, visto que estava trabalhando em Londres quando ela faleceu. E era vontade expressa de sua mãe que Rufus estivesse ali no seu leito de morte.

Reproduzimos a seguir esse trecho da palestra, de aceitação da vontade de Deus, que me emocionou muito no momento da transcrição e me emociona ainda muito mais quando sei que o Padre já está na presença do Senhor, no Reino de Deus. 
"E eu me lembrei que toda vez que chegava em casa para uma visita muito breve, as pessoas me diziam: “a sua mãe está aguardando você na entrada, ela está aguardando você”. Mas eu era muito conhecido na paróquia, então quando eu chegava em casa eu via que ela estava esperando por mim o dia inteiro. E uma vez que eu encontrava, depois de cinco minutos ela já dizia “pode voltar para a paróquia, você tem muito trabalho”. E a minha mãe começou a dizer muitas coisas sobre a vida dela. E ela me disse “Rufus, tudo o que eu faço é rezar. Quando eu estou aqui em casa estou rezando rosário, quando eu vou para cozinha outro terço, no banheiro outro terço, o dia inteiro estou só rezando”.
Então quando eu olhei para o corpo da minha mãe, eu então percebi a razão pela qual o meu ministério é tão cheio de sucesso.
Não é por causa de nenhum mérito meu, mas atrás da minha pregação, da minha oração de cura e libertação, existe a oração de uma adorável mãe. (aplausos)
E mesmo hoje a minha mãe está para mim muito viva, algumas vezes quando eu encontrei casos muito difíceis aqui embaixo eu disse “mamãe, é melhor você fazer alguma coisa aí”. (risos da platéia)
Portanto, atrás de todas as orações e de toda a cura que Jesus fez, estava lá Maria, a mulher da cruz, em pé diante da cruz. 
Então o Senhor parecia querer dizer ainda mais. O Senhor me dizia “Rufus por que você está triste de não estar presente na morte sua mãe? Você não precisava estar lá porque eu estava lá e Maria estava lá e José estava lá. (aplausos)
Então eu me lembrei porque todos os anos que eu vim em casa, no final de toda a oração do terço que fazíamos, a minha mãe fazia as três orações, jaculatórias favoritas dela: “Jesus, Maria e José renove a minha alma e o meu coração. Jesus, Maria e José assista me na minha última agonia. Jesus, Maria e José que eu possa dar o meu último suspiro na sua santa presença”. (aplausos)
E essa oração foi respondida." (aplausos)
Com esta mensagem emocionante, renovo a minha fé de que é vontade de Deus que devemos dar continuidade na construção blog até atingirmos o objetivo de completar nosso trabalho até o final deste ano, deixando registrado aqui o legado de um ensinamento tão profundo desse nosso bom pastor, bom filho e bom pai, pai de todos nós.

P.S.
Por uma estranha coincidência, sem saber da morte do Padre Rufus, senti uma necessidade enorme de postar ainda ontem a palestra intitulada "A Importância da Eucaristia na Cura Interior", que foi finalizada e postada por volta das 7 horas da manhã do dia 03 de maio de 2012.

Aos 40 minutos do dia seguinte (sexta) fiquei sabendo da morte do nosso querido padre, que adotei como meu pai espiritual.

Carlos Umdoistres

Uma breve biografia em inglês





Fr. Rufus Pereira Priestly
Fr. Rufus Pereira’s priestly vocation began in his family and parish in Bandra, India. However his first personal experience of the Catholic Charismatic Renewal was on Pentecost Sunday in 1972 – at the Renewal’s beginning in India. Since then he has worked extensively in Renewal and World Evangelism ministries. 

He has been editor of ‘Charisindia’, the National Charismatic Monthly, director of the National Charismatic Bible College and continues to be visiting post-graduate Scripture professor at a Pontifical Theological Institute. In 1994 he was selected as Vice-president of the newly started International Association of Exorcists, Rome and in 1995 initiated the International Association for the Ministry of Deliverance. 

He joined the ICCRS Council in 1997 and represents Asia and the Healing and Deliverance Ministries.